Em meio a um burburinho constante
De uma gente que fala e não diz
Tanto e nada numa controvérsia lúdica
Aos poucos, vou me despedindo desse lugar
São corpos cansados, sonhos roubados
São meninos humildes gritando em silêncio
Por liberdade e um pouco de respeito
Aos poucos, vou me virando pra outro Norte
Ao redor de uma montruosa manifestação da beleza divina
Construiu-se um reinado hereditário
Sob muito suor, emoção e alguns corpos enterrados
Aos poucos, vou tomando fôlego pra respirar o novo
Foi um tiro no escuro, um pecado ambicioso se entrepôs a toda uma vida
Família, amigos, sonhos, amores, e a própria saúde mental
Chegou a hora de partir sem olhar para trás.
terça-feira, 17 de maio de 2011
terça-feira, 10 de maio de 2011
Ligação Perigosa
Minha vida andou fazendo curvas
sem nem pedir licença
Minha vida não se emenda.
De propósito e distraída
deixou você entrar
estabanar os modos
durar os afetos
Deixou você ser o teto
no lugar do chão para pisar.
Maldita bendita carona que eu peguei
sem me tocar
embora fosse um script
com personagens definidos
e o texto pra improvisar
Deu no que deu:
Nosso laço é de cilada
Nosso tesão é irreversível
Nosso projeto é conversível para os dias de sol
Inconversável como se ninguém soubesse de nada
Estou condenada a esse encontro de universo
que me obriga a fazer verso
como quem não faz mais nada.
Chega de "cerca lourenço", dá-me um lenço que vou chorar.
Vem cá...
se é pra ficar longe
nem use telefone
Interrompe esse ciclone
que é preu voltar à terra e saber
como era mesmo o meu nome
By Maira Simões
sem nem pedir licença
Minha vida não se emenda.
De propósito e distraída
deixou você entrar
estabanar os modos
durar os afetos
Deixou você ser o teto
no lugar do chão para pisar.
Maldita bendita carona que eu peguei
sem me tocar
embora fosse um script
com personagens definidos
e o texto pra improvisar
Deu no que deu:
Nosso laço é de cilada
Nosso tesão é irreversível
Nosso projeto é conversível para os dias de sol
Inconversável como se ninguém soubesse de nada
Estou condenada a esse encontro de universo
que me obriga a fazer verso
como quem não faz mais nada.
Chega de "cerca lourenço", dá-me um lenço que vou chorar.
Vem cá...
se é pra ficar longe
nem use telefone
Interrompe esse ciclone
que é preu voltar à terra e saber
como era mesmo o meu nome
By Maira Simões
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